Em relação
à religião Saduceia, têm-se os seguintes princípios:
1) a aceitação exclusiva
da Torah (Lei Escrita), rejeitando os acréscimos das tradições dos fariseus
como fonte legal;
2) a aplicação rigorosas das sentenças
para manter a ordem legal, enquanto os fariseus eram mais "brandos"
(flexíveis) nas suas decisões (JOSEFO, Antiguidades,T. 2, Liv. XIII; Liv. XX;
Guerras dos Judeus, Liv. II);
3) a negação da predestinação, alegando
que os bens e os males deste mundo dependem exclusivamente do nosso
livre-arbítrio;
4) a negação da imortalidade da alma, da
reencarnação e da ressurreição (Mar. 12: 18; JOSEFO, Antiguidades, T. 2, Liv.
XIII; Liv. XVIII; Autobiografia);
5) a negação da
existência autônoma de anjos e demônios, como seres distintos de Shadai (ATOS
23: 8; COSTA, 1993, p. 193);
6) a negação de um Juízo
universal precedido da vinda de um messias, uma vez que o Eterno comprometeu-se
expressamente em não mais proceder a uma consumação geral das criaturas (GÊN.
8: 21, 22, COSTA, 1993, p. 92, 93, 188, 208, 209).
Com
isso, percebeu-se que o saduceísmo consistiu numa conservação da senda antiga
dos justos, bem diferente dos desvios posteriores originados com os acréscimos
e as inovações contrárias à Lei Escrita de El Shadai, conforme foi apresentado
nos princípios supracitados.